Design thinking: como ele pode ajudar a sua empresa?

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O termo design é cada vez mais usado no mundo corporativo, e a enorme gama de aplicações das metodologias e ferramentas enche os olhos de qualquer empreendedor. Hoje as empresas precisam ouvir os seus usuários para criar produtos e soluções eficientes, e o design thinking tem um papel fundamental nisso tudo.

Inovar é transformar, e isso remete diretamente à forma como os usuários interagem com os produtos e serviços de uma marca. Deste modo, a perspectiva do cliente é fundamental não só para uma avaliação final, tornando-se indispensável no processo de criação das soluções.

A inovação exige empatia, e isso só é atingido quando existe um processo guiado pela colaboração e troca de experiências. Desta forma nasceu o Design Thinking, que retirou o processo de dentro das empresas e o inseriu no cotidiano dos consumidores, compreendendo de uma forma direta quais são as necessidades e os pontos que podem ser explorados para agregar valor aos produtos e serviços.

Entendendo o que é Design Thinking

O termo design thinking foi cunhado por Tim Brown, CEO da Ideo. Ele aborda a transição do design até chegar em um nível estratégico, auxiliando empresas a conquistar a tão desejada cultura voltada para a inovação. O design thinking, não substitui de forma alguma o papel do designer dentro das empresas, afinal, o papel da criação de marcas, embalagens, produtos, etc., continuará pertencendo aos profissionais da área.

O grande diferencial do design thinking é que ele traz o conceito do pensar como designer, utilizando de técnicas e ferramentas específicas para resolver problemas e criar soluções, tudo isso de uma forma mais imersiva, seguindo algumas bases que ditam seu processo.

Imersão: vivenciar o problema é fundamental para entender onde uma solução poderá ser mais eficiente, analisando o ponto de vista da empresa e do usuário. Aqui todas as informações sobre o projeto são levantadas e organizadas, servindo de apoio durante todo o projeto. Pesquisa de campo, entrevistas e análises do mercado são vitais nesta etapa.

Ideação: esta é a fase criativa que aborda o problema sem amarras. Neste momento o mais importante é gerar alternativas coerentes para uma solução eficiente. Diversas ferramentas e métodos ajudam nesta etapa, como o famoso brainstorming, mapas mentais, sketches, blueprints, etc.

Prototipação: antes de inserir qualquer solução no mercado, é fundamental testá-la, e prototipar é a melhor forma de conseguir feedbacks. Aqui a ideia é construída e ganha forma, servindo como base para uma análise mais profunda a solução criada. A regra é investir apenas o necessário, pois se a ideia não for validada, a equipe corre o risco de perder tempo e dinheiro no processo.

Realização: com a ideia validada, o próximo passo é o seu lançamento no mercado. Construir um projeto elaborado para inserir a solução no mercado é vital para o seu sucesso.

Guie o projeto focando nos feedbacks

A época na qual as empresas empurravam goela abaixo uma nova solução já é passado, sinto informar. O método colaborativo tem muitos mais a oferecer, tanto para as empresas, que terão produtos mais eficientes, como para os consumidores, que utilizarão algo que realmente precisam. Neste cenário, o design thinking busca integrar os consumidores na construção dos projetos, fazendo-os imergir na proposta de pensar, prototipar e testar, tudo isso seguindo um processo guiado pelos próprios feedbacks gerados.

Aposte na multidisciplinaridade

Diferente do que você pode pensar, não é necessário ser designer para ter um pensamento voltado ao design. Uma equipe multidisciplinar pode desempenhar um papel fundamental dentro de um projeto guiado por apenas um profissional da área, que irá executar a ideia. A construção da equipe depende do foco da solução que está sendo desenvolvida e de três pilares principais: praticabilidade, viabilidade e desejabilidade.

O Design Thinking aplicado nas empresas

Não se engane, o design thinking não é exclusividade das grandes corporações, e até mesmo uma pequena empresa pode colher os frutos de uma estratégia voltada à inovação. As possibilidades oferecidas pela abordagem imersiva do design thinking oferecem vantagens nos mais diversos cenários.

Por tratar-se de uma “cultura”, o design thinking não exige investimentos altos, tendo o maior custo atrelado à preparação da equipe que será envolvida, afinal, o conhecimento sobre as ferramentas e metodologias é essencial para potencializar as fases criativas, criando soluções ainda melhores.

Apesar de tudo, o design thinking exige tempo e dedicação, pois assim como qualquer abordagem voltada à inovação, as ideias geradas podem não ser aplicáveis ou necessitar de um tempo maior de incubação até estarem prontas para o mercado. Dessa forma, o design thinking deve estar integrado a forma de ser das empresas, em seu DNA, aumentando suas chances de sucesso.

Se bem aplicado, o design thinking tem potencial para entregar muito mais oportunidades para uma empresa, com abordagens mais distintas e focadas nas possibilidades criativas que um problema pode oferecer. Além disso, a proximidade empresa-cliente irá diminuir a curva de entendimento sobre o comportamento do mercado, abrindo muitos outros caminhos para a solução do problema.

Conclusão

Ter uma cultura voltada à inovação não é tão complexo nem custoso, mas exige uma boa dose de dedicação e paciência para construir rotinas consistentes. Ampliar o conhecimento da equipe nos momentos inicias é crucial para diminuir o tempo de retorno dessa estratégia, que estará muito mais preparada para dar suporte aos usuários dentro de um processo de criação das soluções.

Além disso, as oportunidades criadas por uma empresa que tem a cultura da inovação tendem a ser muito maiores, uma vez que não existe um fator de estagnação que a prenda no mesmo lugar.

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